quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

BOICOTE AO PÉSSIMO ATENDIMENTO

Aracaju, 22 de dezembro de 2010
  
   Há muito eu venho pensando em escrever esse texto aqui no blog. Mas, protelava porque achava que a cultura de péssimo atendimento dos aracajuanos era coisa da minha cabeça.
   Entretanto, no último domindo eu e meus amigos nos reunimos para uma confraternização natalina e um dos temas que surgiram à mesa foi justamente esse: em Aracaju é muito raro encontrar algum estabelecimento comercial que atenda bem os seus clientes.
   Algumas pessoas podem pensar que esse pensamento é coisa daqueles aracajuanos que adoram se desfazer da sua cidade, porém, devo ressaltar das 5 pessoas que estavam sentadas à mesa protagonizando tal conversa 4 eram aracajuanas e somente um era baiano e, todos nós, adoramos a cidade onde nascemos, crescemos e moramos. Estavamos fazendo uma crítica construtiva, aliás, isso também é o que faço agora.
   De tempos em tempos recebo em minha casa pessoas que moram em outros estados e já escutei a seguinte frase de um desses meus amigos: "em Aracaju está sobrando emprego, não é?". Ele disse isso no momento em que estavamos enfrentando uma fila num grande supermercado da cidade cuja atendente estava recebendo os clientes com uma verdadeira 'carranca'.
   Não citarei qual foi o supermercado porque simplismente fugiu da minha memória, entretanto citerei abaixo deste texto os lugares onde lembro que já fui pessimamente atendido para que todos os meus leitores e amigos tomem conhecimento e evitem esses lugares.
   Claro que um dia poderei voltar a essas lojas pelo produto, mas com certeza JAMAIS será pelo atendimento. Inclusive quando tive a oportunidade chamei o gerente e meti a boca no trombone ou não me segurei e fiz um pequeno barraco (quem me conhece sabe que tenho o sangue quente).
   Antes de acabar este desabafo sugiro como solução a essa nossa cultura de péssimo atendimento o bom e velho 'Boicote', ou seja, simplismente deixarmos de gastar nosso suado e precioso dinheiro nos lugares onde não o merecem, além de reclamar com o gerente, é claro.
   Se meus leitores quiserem enriquecer essa lista infâme postem um comentário onde foram pessimamente atendido e vamos METER A BOCA NO TROMBONE!
                       
  Lugares onde fui pessimamente atendido:

   Açaí da Tia Augusta (a loja da orla);
   Lojas Riachuelo (shopping Jardins);
   Lojas CeA (shopping Jardins);
   Churrascaria Pampa (Avanida Tancredo Neves)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

INTOLERÂNCIA

Aracaju, 02 de dezembro de 2010

Eu, e acredito a maioria das pessoas, ainda me lembro do reveillon de 2000 para 2001. Foi uma virada de ano histórica, pois além de um ano novo estava se iniciando um novo século, uma nova era.
E, se em uma virada ‘normal’ estamos cheios de esperança de dias melhores, nessa então os sentimentos de paz, fraternidade, igualdade, amor e saúde poderiam ser triplicados pela expectativa do século 21.
Porém, dez anos depois estamos nós brasileiros testemunhando não somente a permanência como também a multiplicação dos velhos problemas.

Ultimamente os que mais me chamaram a atenção e indignaram-me foram fatos diferentes, mas com a mesma motivação.
O primeiro foi da talzinha ESTUDANTE DE DIREITO PAULISTANA que praticou crime de xenofobia na internet. Xenofobia era um termo do qual eu mal me lembrava. Se minha memória não falha, escutei essa palavra nas aulas de história geral mais precisamente na parte onde o professor explicava sobre o NAZISMO e o FACISMO. Esse tipo de discriminação foi uma das principais  motivações que levaram os seus respectivos ditadores assassinarem milhares de seres humanos inocentes cujos únicos pecados cometidos, se assim pudermos chamar, foram terem nascido com talento para o negócio e, consequentemente, acumularem riqueza.
No entanto, a citada estudante ressuscitou a Xenofobia da minha memória quando sugeriu de forma bastante eloqüente que seus conterrâneos matassem um nordestino afogado porque estariam fazendo um favor à São Paulo. Mas, ainda de acordo com minhas aulas de história (olhe que sou biólogo), o que seria dessa grande metrópole se não fossem as mãos dos nordestinos?
O segundo acontecimento, na verdade foram dois, foi o caso dos adolescentes que espancaram homens em plena Avenida Paulista simplesmente porque desconfiaram que eram homossexuais. Imaginem se tivessem certeza?
No dia seguinte a esse fato, por isso considerei como uma coisa só, um SARGENTO DA PM do Rio de Janeiro atira em um jovem de 19 anos sem nenhuma explicação. Minto, desculpem, o motivo foi o jovem baleado ter participado da parada gay.
Meu Deus! É impressão minha ou paramos no tempo? Onde está o século 21 tão esperado, ou melhor, esperançado? Será que até a esperança estamos matando quando fazemos questão de repetir os mesmos erros e crimes do passado?
Penso mesmo é que devemos parar de esperar e começarmos a agir!