sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A VERDADEIRA 'ILHA DA MAGIA'

   Aracaju, 19 de novembro de 2010


   Quem já ouviu a expressão 'Ilha da Magia' com certeza a conheceu como se essa ilha fosse a linda capital catarinense, Florianópolis.

   Nos últimos três anos vou a essa cidade umas 3 vezes ao ano, pois também fui vítima do seu encanto. Impossível visitar A Ilha sem se apaixonar por ela. Praia, gente bonita e sorridente, cidade organizada e segura, natureza bastante preservada para uma capital brasileira. Esses foram os motivos que fizeram me apaixonar por Floripa e acredito que são pelos mesmos que todos que a visitam também saem de lá encantados, ou nem conseguem mais ir embora.
   Entretanto, assim como acontece quando nos apaixonamos, com o passar dos anos comecei a enchegar alguns problemas enfrentados pela Capital dos Sonhos dos brasileiros como, por exemplo: fluxo intenso de carros com consequentes congestionamentos em horários de pico; reportagens sobre violência no Jornal do Almoço noticiadas com bastante crítica por Cacau Menezes; falta de educação de algumas pessoas, justificada pelo estresse e correria da cidade grande; e, finalmente (o que mais me revolta) lixo nas praias.
   A revolta é pelo fato de que tanto os menzinhos da ilha quanto os turistas que a visitam sabem que a grande magia da ilha de Florianópolis é sua sobrevivente natureza e, mesmo assim, contribuem para sua destruição. Incompreensível.
   No entanto, recentemente tive a oportunidade de viajar para um lugar bastante cobiçado pelo mundo inteiro, Fernando de Noronha. E chagando lá pude compreender o motivo de tanta cobiça. Parece que estou dentro de uma capa de caderno. Essa foi minha expressão ao me deparar com a beleza do primeiro lugar que visitei, o Air France (que já se chamava assim mesmo antes do incidente).

   Ao longo dos cinco dias que fiquei em Noronha várias outras características dessa ilha me fizeram ficar encantado. Estação do tratamento do lixo, número de turistas limitado por dia, proibição de construções grandiosas (na ilha não podem existir hotéis, só pousadas), palestras sobre a flora e a fauna do lugar na sede do Projeto Tamar, mata atlântica bastante preservada ao longo de todo o território.
   Mas, o que mais me impressinou foi um fato que aconteceu em um dos mergulhos no Naufrágio do Navio. Eu, minha irmã e um casal de primos estávamos nos preparando para entrar na água quando ao longe avistamos um ponto brilhante boiando no mar. Não acredito que é uma latinha de refrigerante. E era. Mal conseguimos acabar nossa observação notamos uma turista nadando em direção àquela pequena ameaça letal à natureza local exuberante. Nossa heroína nadou por uns 10 minutos alcançou o terrível objeto e o trouxe às margens, onde certamente iria depositá-lo no devido lugar.
   Foi aí que eu pensei: Fernando de Noronha é a verdadeira Ilha da Magia. Pois é capaz de fazer resgatar em nós valores antes esquecidos e perdidos. Em que lugar do mundo poderíamos presenciar tal fato? Só mesmo numa ilha encantada e encantadora como aquela.
   A esperança ainda não morreu!


   Saulo de Matos

2 comentários:

  1. Menino, que texto primoroso. Eu, que, graças a Deus, tive a oportunidade de conhecer as duas ilhas, concordo com vc. E aquela cena, da turista nadando para pegar a lata... Se fosse aqui, em FLoripa, em qualquer outra praia, provavelmente não teríamos essa reação, mas a magia que Noronha nos transmite faz com que tenhamos reações assim, porque lá, a magia faz com que nos tronemos menos humanos e mais espirituais. Parabéns pelo blog!

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